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Demandas do POD farão parte do Plano de Trabalho do Governo Estadual

terça, 12 de fevereiro de 2019
POD

As demandas do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) na área de sanidade agropecuária, energia, infraestrutura e logísticas integrarão o Plano de Trabalho do Governo do Paraná. A confirmação foi feita pelo Governador Ratinho Junior, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel. O evento reuniu cerca de 290 mil pessoas entre os dias 4 e 8 de fevereiro. 
“Levaremos a experiência do Programa para serem replicadas em outras regiões do Paraná”, disse Ratinho. 
Segundo o presidente do POD, Danilo Vendruscolo, após pesquisas entre todos os setores, foram elencados os principais gargalos na região. Agora, busca-se, aos poucos, apoio para solucionar esses problemas. 
“O apoio do Governador foi o reconhecimento de um trabalho que o POD vem realizando na região há quatro anos”, disse.
Infraestrutura
Na área de infraestrutura e logística, o Secretário Estadual de Planejamento, Valdemar Bernardo, se propôs a debater a implantação de um novo ramal ferroviário e a redução dos valores do pedágio.
“Queremos ter uma agenda conjunta com o Oeste em Desenvolvimento. Vocês conhecem a realidade local e podem nos ajudar a fazer um bom governo”, afirmou Bernardo. 
Existe a preocupação porque o Oeste precisa de mais opções de modais no escoamento da produção e assim, ser competitivo. A produção da região atual é de 14 milhões de toneladas por ano. Em 2035 será de 21 milhões.
Sanidade 
Na área de sanidade, o secretário de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), Norberto Ortigara, confirmou que a última vacinação contra Febre Aftosa no Paraná ocorrerá em maio. O fim da vacinação é uma das principais prioridades do Programa. 
Sem a imunização do rebanho, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), entenderá que a região tem um controle sanitário rigoroso na sua produção agropecuária e emitirá até 2021 o “Status de Livre de Aftosa sem vacinação”.
O título é bem visto por 65% dos mercados internacionais, ainda a ser conquistados pelo Oeste do Paraná, como Japão e Coréia do Sul.
Para Ortigara, o cuidado com a sanidade animal, considerado prioridade do POD, é o ponto-chave para o crescimento de uma região e de um estado cuja vocação é o agronegócio. “Vocês estão buscando ser excelentes em sanidade e estão certos. O mundo só compra de países com sanidade. E, neste caso, ou tem ou não tem. Não existe meio termo”, disse.
Energia
A Energia é um outro gargalo impeditivo para o crescimento das indústrias e cooperativas no Oeste, mas que agora terá um olhar atento do Governo Estadual.
O presidente da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica), Daniel Pimentel Slaviero, reconheceu a gravidade do tema e o impacto que a energia exerce no agronegócio. “Sabemos que o Oeste cresce mais que a média brasileira. E com o uso de tecnologia. As demandas de vocês estão contempladas do nosso planejamento”, afirmou Slaviero. “Uma energia estável é pré-requisito para uma região crescer. Por isso, podem nos cobrar. Queremos atender todas as demandas do POD”.
Entre os pedidos do POD está a isenção por 12 anos de ICMS sobre a energia alternativa (biomassa e biogás) produzida nas propriedades rurais e distribuída na rede. A Lei 19.595, de 2018, prevê isenção por apenas quatro anos. 
Nele, também há demandas a respeito da melhoria nas redes de distribuição - para evitar a oscilação e queda na energia, além de aumento na disponibilidade de energia no Oeste. “Muitas empresas, indústrias e cooperativas deixam de investir por falta de energia”, disse o presidente do POD, Danilo Vendruscolo.
POD
Lançado em 2014, o Programa Oeste em Desenvolvimento é uma iniciativa que une mais de 60 instituições públicas e privadas como a Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), o Sebrae/PR, o Sistema Cooperativo, a Caciopar, a Amop, a Emater, a Fiep, além de cooperativas e instituições de ensino superior.
O programa tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico sustentável dos 54 municípios do oeste do Paraná por meio de ações integradas e com foco nas potencialidades regionais. Toda a ação tem como base as sete cadeias produtivas do território, também chamadas de exportadoras, pois recebem recursos e investimentos de outras regiões brasileiras e até do exterior. São elas: Cadeia de Frango, Cadeia do Leite, Cadeia de Suíno, Cadeia de Pescado, Cadeia de Grãos, Industria Metalmecânica e Turismo.

Abilene Rodrigues

Fotos: Adenésio Zanella, Alexandre Marchetti / Itaipu e Daniela Catisti/Copel 
 

Fonte: oesteemdesenvolvimento.com.br