Notícia

Pesquisa da Acit avalia impacto da pandemia nas empresas associadas

sexta, 29 de maio de 2020
ACIT

A ACIT, por meio do Departamento Institucional, realizou pesquisa para avaliar a situação das empresas de Toledo. O intuito foi compreender o impacto da paralisação nas atividades, em decorrência da pandemia do Covid-19.
A pesquisa foi realizada no período de 30 de abril a 8 de maio, sendo enviada por e-mail aos associados, com 295 devoluções do questionário. Entre as empresas que responderam, 42,4% são Microempresas; 32,5 % são Empresas de Pequeno Porte (EPP); 15,9% são Microempreendedores Individuais (MEI); 4,4% são empresas de grande porte e 4,4% de médio porte.
Destas, 43,7% são do setor de Prestação de Serviços; 41,4% são do setor do Comércio; 8,5% da Indústria; 1,4% do Agronegócio e 5,1% são de segmentos variados.
Entre as informações levantadas, está a questão do faturamento nas empresas após a chegada do Covid-19 ao Brasil. Entre elas, 54,9% apontam que o faturamento reduziu consideravelmente; em 16,9% reduziu pouco; em 9,8% , reduziu 100% (pois a empresa ficou parada); 9,5%% das empresas continuam com resultado igual; em 6,4%, aumentou pouco e em 2,4%, houve aumento.
Outra questão levanta o risco de as empresas encerrarem as atividades após a ocorrência da pandemia. Entre as empresas pesquisadas, 30,2% afirmam que há pouco risco; para 29,2% das empresas, há médio risco; para 23,1%, não há risco; já 16,6% apontam que há muito risco de fechar e 1,0% encerrou as atividades.
Outro dado da pesquisa se refere a demissões. Em 73,9% não houve demissões; em 22,7% das empresas, houve de 1 a 5 demissões; em 1,7% das empresas, 6 a 10 demissões; em 0,3% houve de 11 a 20 demissões; em 1,0% houve 21 a 35 demissões e 0,3% das empresas pesquisadas aponta que fez de 50 demissões.
Entre estas empresas, 44,7% acredita que não precisará demitir funcionários nos próximos 60 dias; 37,6% deve demitir, se a economia não girar, enquanto 17,6% das empresas aponta que irá demitir.
Sobre o acesso a linhas de crédito (empréstimos/financiamentos), 40,3% das  empresas pesquisadas indicam que não precisaram de empréstimos; 29,2%  vai precisar de empréstimos; 13,2% fez algum empréstimo; 9,5%  das empresas fez o pedido mas não foi aprovado, enquanto 7,8% aponta que não vai precisar de empréstimos.
As empresas também responderam quanto à inadimplência neste período. Entre estas, 36,3% afirmam que não teve inadimplência; em 28,5% das empresas, o índice foi de até 10%; para 15,3% das empresas, a inadimplência ficou entre 11% a 20%; para 10,5% das empresas, o índice de inadimplência foi de 21% a 30%; e 9,5%, acima de 31%.
Quanto a expectativa em relação à economia do município de Toledo após este período, 51,5% das empresas acreditam que irá melhorar; 21,4% avalia que irá piorar; para 12,2% continuará igual; 10,8% das empresas estima que irá melhorar muito, enquanto para 4,1% dos pesquisados acha que irá piorar muito.
A pesquisa ainda levantou quais são os principais desafios das empresas para o enfrentamento dos impactos gerados pela pandemia do Coronavírus. Para 53,9%, os desafios são nos setores de Finanças (Crédito; Fluxo de Caixa, Gestão Financeira); para 17,3%, os desafios estão nas áreas de Marketing e Vendas (Vendas online, Uso das Redes Sociais, Marketing Digital).
Já 15,3% das empresas consideram como desafios as Estratégias (como reduzir os impactos do coronavírus; Home Office; Pesquisa), enquanto para 13,6% das empresas, os desafios estão nas áreas de Legislação (Medidas trabalhistas na crise, Impostos/Tributos, Medidas Governamentais).
     

 
 

Fonte: acit.org.br