Presidentes, diretores e representantes de mais de 60 entidades organizadas, dos mais diferentes setores, participaram na noite de quarta-feira, na Fiep, do 1º Fórum do Movimento Cascavel 2030. O objetivo foi avançar em reflexões que possam conduzir com segurança ao próximo estágio de trabalhos iniciados em 2012, a oficialização do Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Cascavel.
Na primeira etapa foi feita uma detalhada apresentação dos trabalhos já desenvolvidos. Do início das articulações que deram origem ao livro Cidades Inovadoras, sob a chancela da Fiep (Federação da Indústria do Estado do Paraná), até a mobilização de setores afins em encontros das câmaras técnicas. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Carlesso, informou que o pensar e o planejar conjuntos poderão conduzir a cidade a saltos em qualidade de vida, inclusão e desenvolvimento.
A apresentação das ações executadas até aqui foi feita pelo supervisor estratégico da Acic, Juliano Fuzinatto, que abriu em seguida para depoimentos de pessoas que participam das câmaras técnicas. "Já participei de outros movimentos com intenção semelhante e posso afirmar que todos eles foram fundamentais porque criaram as condições para que chegássemos até aqui. Estamos maduros para o próximo e decisivo salto na história de sucesso que queremos para o nosso município", afirmou o engenheiro Fernando Dillenburg, do painel de Urbanismo e Meio Ambiente.
Parceria
Solange Smolarek, do painel de Transporte e Mobilidade Urbana, disse que a união cria condições indispensáveis para uma mudança cultural decisiva em todo o processo, que é de construir e de consolidar o conceito de parceria. "Agindo com visão sistêmica, vamos todos colaborar para que a Cascavel do futuro seja ainda melhor projetada".
Inscrito no painel de Segurança, Eugenio Rossett, informou que um dos trunfos do movimento é aproximar forças decisivas da sociedade, com a valorização do bem e de avanços que serão sentidos por todos. "Temos que nos envolver, já que não dá para deixar tudo para os agentes públicos resolverem", afirmou Capitão Amarildo, do painel de Transporte e Mobilidade Urbana.
Construção
Os passos seguintes do fórum foram conduzidos pela gerente dos Observatórios Fiep/Sesi/Senai/IEL, Marília de Souza. Ela ressaltou sobre o processo de construção conjunta do movimento que agora permite avançar para o Conselho de Desenvolvimento Sustentável. O Cascavel 2030 é um caminho seguro para a evolução de trabalhos que trarão grandes reflexos à comunidade em alguns anos. Ela informou sobre a estrutura que dará sustentação ao projeto.
As câmaras técnicas buscam debater sobre projetos, ações, estudos e soluções. Hoje elas são sete e contam com a participação de representantes afins aos temas específicos de cada um dos sete painéis. Ela conta com um coordenador, vice-coordenador e secretário. Os líderes foram então envolvidos em atividades práticas que fizeram análise da visão de cada câmara e de quais delas a respectiva entidade pode participar e cooperar.
Marília explicou que as técnicas são o aperfeiçoamento das câmaras temáticas e que a mudança de status ocorreu em um grande debate que analisou cases sobre cidades empreendedoras e estudos de grandes tendências de futuro. Exercícios de priorização chegaram então aos sete painéis temáticos que poderão, no momento certo, ser ampliados ou até desdobrados de acordo com as necessidades e argumentos que vierem a ser apresentados.
Plenário
O Conselho de Desenvolvimento Sustentável vai operar também com o suporte de uma estrutura chamada de Plenário, que tem entre outras a responsabilidade de cumprir o regulamento, priorização de ações e projetos, criar a sinergia necessária para que os trabalhos avancem, exercer o direito de deliberação e também buscar caminhos para viabilizar os recursos indispensáveis para que as ações saiam do papel. A estrutura costuma ser formada pelo prefeito, que é o presidente de honra, por um presidente, vice e secretário.
O fórum apresentou uma lista inicial das entidades que comporão o plenário. Diferente das câmaras técnicas, nessa instância apenas aquelas fortemente representativas participam. Houve a sugestão de outras para compor o plenário e as definições das que deverão participar será um dos próximos passos da estruturação do Conselho, bem como a definição do nome, do regulamento e da diretoria. Uma das sugestões que serão analisadas é a da possibilidade de parte das entidades do Plenário ser renovada a cada nova gestão.
A valorização das áreas da agricultura e pecuária, da cultura e a importância das câmaras técnicas como impulsionadoras de todo o processo foram reforçadas pelos presentes. O presidente da Acic, Alci Rotta Júnior, afirmou que a finalidade de todo esse trabalho é de somar pelo futuro de Cascavel e de ajudar as esferas públicas na construção de um município melhor. "Futuro é coisa do presente. Toda decisão tomada agora ou em um determinado tempo terá impacto em alguns anos. Por isso, a decisão de criar o Conselho e de se envolver no projeto é tão importante", afirmou Marília de Souza.
Visão das sete câmaras técnicas
1 - Capital técnico e tecnológico - Referência em inovação sustentável em agroindústrias e TIC
2 - Educação/Cultura - Polo de excelência em educação e cultura no país
3 - Energia - Cascavel cidade inovadora em energias renováveis
4 - Saúde/Bem-estar - Cidade sustentável e promotora da saúde
5 - Urbanismo e meio ambiente - Cascavel sustentável, empreendedora e com planejamento integrado e participativo
6 - Transporte e mobilidade - Polo metropolitano em transporte atrativo, mobilidade e acessibilidade
7 - Segurança - Cascavel segura e cidadã.
Fonte: Crédito: Assessoria