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Austeridade marca nova e eficiente gestão da Itaipu

terça, 10 de dezembro de 2019

Caciopar

A maior hidrelétrica do mundo em geração de energia está ainda melhor e mais eficiente, e sua jornada de modernização está apenas começando. Essa foi uma das mensagens do general Joaquim Silva e Luna, presidente brasileiro de Itaipu, em palestra a empresários de toda a região durante o 5º Congresso Caciopar e 6º Fórum do POD (Programa Oeste em Desenvolvimento), na Acifi em Foz do Iguaçu. Com zelo e cuidado, a nova gestão traz economia à empresa e inicia um processo de mudanças que insere a Itaipu em um novo contexto e em um novo momento nacional e sul-americano.
As medidas adotadas nos últimos meses, principalmente no campo administrativo e de gestão, geraram em poucos meses mais de R$ 600 milhões em economia aos cofres da usina. Com a medida, a binacional passa a participar ainda mais ativamente de projetos estratégicos à comunidade na qual está diretamente inserida. Uma das obras já em curso é a construção da segunda ponte entre Brasil e Paraguai, destinação de recursos a melhorias no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, bem como a investimentos na melhoria de unidade hospitalar na região de fronteira.
Silva e Luna disse que uma das missões da empresa é gerar energia de qualidade, com responsabilidade social e ambiental impulsionando o desenvolvimento de forma ampla. E também alocando projetos de infraestrutura e meio ambiente, alinhados com o crescimento regional, e cooperando por meio de incentivos e compartilhamento de programas e projetos de inovação. A Itaipu promove ainda atividades turísticas e integra-se à sociedade de forma ampla porque, segundo o general, não há uma segunda oportunidade para deixar a primeira impressão.
 
História
O general Silva e Luna, munido de informações preciosas, apresentou dados históricos que culminaram com a parceria entre Brasil e Paraguai na construção da hidrelétrica. Ele citou tratados e limites, lutas e um amplo cenário de buscas pela integração nacional e com países vizinhos. O tratado de Itaipu foi assinado em 1973 como resultado de pacificação de uma disputa histórica. A obra foi a solução de um conflito de fronteira e então passou a representar um símbolo de amizade e confiança. A assinatura foi feita pelos então presidentes Emílio Garrastazu Médici e Alfredo Stroessner. Na usina, os dois países têm igualdade de diretos e obrigações, embora todo o investimento tenha saído dos cofres brasileiros. 
O empreendimento exigiu três fases específicas: construção do arcabouço político, jurídico, diplomático, financeiro e de governança; geração de energia e pagamento da dívida. A Itaipu custou US$ 27 bilhões e faltam US$ 5,7 bilhões para que a dívida seja paga, o que ocorrerá em 2023. A produção é de 14 mil megawatts de energia com 20 turbinas instaladas. O Brasil consome 85% disso, o que corresponde a 15% de toda a necessidade de eletricidade do País. Com os 15% que utiliza, o Paraguai tem 90% de sua necessidade abastecida. A fatia de energia que o Paraguai não utiliza é vendida ao Brasil. Outra particularidade é que a hidrelétrica tem constituição própria.
 
Austeridade
Silva e Luna deu detalhes sobre a gestão da hidrelétrica no período de 2019 a 2023, que será marcada pela austeridade. Uma das medidas já adotadas foi trazer o centro da empresa para Foz do Iguaçu, levando à redução de custos e melhor governança. Houve redução de convênios e fim de patrocínios de eventos ou projetos que não têm nenhuma aderência ao propósito de Itaipu. “Decidimos centralizar e extinguir estruturas replicadas. Atualmente, a empresa conta com 1.360 funcionários”, afirmou o presidente-geral brasileiro. Apenas de royalties, a Itaipu já pagou US$ 5,7 bilhões.
A nova política de gestão da binacional inclui guerra ao desperdício, racionalização de recursos, busca de maior alinhamento estratégico para indução de racionalização de custos e reforço aos princípios da administração pública. Os olhos da direção da hidrelétrica estão voltados para o pós-2023, com ingresso no competente e complexo mercado da energia. A empresa vai passar por ampla atualização tecnológica, que consumirá cerca de US$ 1 bilhão e demorará 14 anos para acontecer. “Estamos conectados com o que há de mais moderno para fazer da usina uma referência nos mais diversos aspectos”, diz Silva e Luna.
 

 

 

Fonte: Caciopar

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