As recentes manifestações e atos do MST levaram a Caciopar e entidades do setor produtivo do Oeste e de outras regiões do Paraná a elaborar novo documento reiterando posição contida em recente carta entregue a autoridades dos mais diversos setores do Paraná e do País.
Diante de excessos do Movimento Sem-Terra, do fechamento de cancelas à pichação dos muros de uma rádio em Quedas do Iguaçu, as entidades elaboraram ofício, também enviado a autoridades, no qual reiteram a urgência da Justiça e do Estado em agir pelo cumprimento das leis e dos direitos democráticos garantidos na Constituição. Caso nada seja feito, então o País, as instituições e as pessoas correrão sérios riscos, alerta o documento.
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Cascavel, 05 de agosto de 2015.
Ofício nº 175/2015
Excelentíssimo Senhor Secretário Estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita de Oliveira
Rua: Dep. Mário de Barros, 1290 - Centro Cívico - CEP: 80.530-280 – Curitiba/PR
Coordenadoria que representa 47 associações comerciais do Oeste, a Caciopar acompanha com especial atenção e preocupação a ação de alguns movimentos sociais no Paraná. O maior deles, o MST, promove excessos que são perigosos à democracia, ao Estado de Direito e às próprias instituições.
Os atos mais recentes do Movimento Sem-Terra, nesta semana no Paraná, levam a sociedade organizada a refletir mais uma vez sobre o tema, e novamente faz com que a sociedade se posicione quanto a aspectos já contidos em recente carta assinada pela Caciopar e por diversas entidades organizadas e do setor produtivo do Oeste e do interior do Paraná (em anexo).
Mais uma vez, essas forças organizadas se posicionam a favor das leis e dos princípios constitucionais e pedem providências para que excessos e desrespeitos à democracia não fiquem sem respostas e muito menos impunes. Caso contrário todos, inclusive as instituições a quem cabe fazer cumprir a lei, estaremos nos omitindo e fragilizando a nossa jovem democracia.
Além de fechar praças de pedágio e de liberar cancelas, o MST promoveu nesta semana outros atos que são condenáveis. Nada contra a manifestação pública e a reivindicação por reforma agrária. Entretanto, essa reforma não pode ocorrer em áreas comprovadamente produtivas, nem descontruindo o que muitos levaram décadas para fazer e principalmente em uma empresa que gera empregos, desenvolvimento e impostos.
Em Quedas do Iguaçu, onde a história de uma cidade trabalhadora e progressista está em sério risco, o MST tem ditado as regras e elevado seriamente os índices de criminalidade. O clima é de enorme tensão. O policiamento, no caso específico de Quedas, precisa ser reforçado para garantir a segurança das pessoas de bem. E, pior, membros do Movimento Sem-Terra praticaram na última terça-feira um ato contra a democracia ao pichar os muros de uma emissora de rádio local. Caso princípios como do direito à propriedade e do direito à livre expressão forem perdidos, então o Brasil estará em sérios apuros.
A Caciopar e entidades do setor produtivo, além de zelar pelo direito à propriedade, o rigoroso respeito às leis, também defendem a liberdade de expressão assegurado em capítulo da Constituição Brasileira. Ao mesmo tempo em que apoiam esses valores, pedem que o Estado e a Justiça cumpram o seu papel e não permitam, em hipótese alguma, que a lei seja minimamente afrontada. Essas são condições essenciais para a manutenção e para o fortalecimento da democracia, das leis e das instituições brasileiras.
Cordialmente,
Sergio AntonioMarcucci Leoveraldo Curtarelli de Oliveira
Presidente Vice Presidente
OBS: ofício enviado por e-mail com cópia para o Governador e deputados da bancada do Oeste do Paraná.
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