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Caciopar

segunda, 22 de junho de 2015

Caciopar - Invasões indígenas e cota preocupam o Extremo-Oeste

Dois assuntos em especial preocupam líderes e moradores do Extremo-Oeste do Paraná, a anunciada redução da cota de compras no Paraguai, de US$ 300 para US$ 150 a partir de 1º de julho, e os reflexos das invasões de indígenas a 15 propriedades rurais de Guaíra e de Terra Roxa. Esses foram dois dos temas debatidos por líderes e empresários no sábado, no Centro de Convenções JS, em Guaíra, durante a quarta reunião empresarial da Caciopar em 2015.
O prefeito de Guaíra, Fabian Vendruscolo, que é do PT, informou sobre o clima de insegurança que a comunidade vive a partir de 2006, quando ocorreu a primeira invasão de propriedade rural por indígenas da etnia guarani. “Ninguém é contra o índio, muito pelo contrário. O que não se pode aceitar é o desrespeito à Constituição, que garante o direito à propriedade, e à conivência de setores importantes com inverdades que criam um cenário perigoso em uma das regiões de maior produção agrícola do País”, conforme o gestor.
Membros da Comissão da Verdade estiveram em Guaíra e conversaram somente com indígenas e concluíram que de 1940 a 1980 houve genocídio de índios na região e o carrasco foi o processo de colonização. “Não é possível que a Justiça aceite um argumento tão fajuto e que fique de costas para a Constituição e para os títulos da terra que todos temos há décadas”, observa o presidente do Sindicato Rural Patronal de Guaíra, Silvanir Rosset. Se absurdos como esse tiverem êxito, é difícil prever para onde o nosso País caminhará, lamenta o presidente da Caciopar, Sergio Marcucci. “Se quiserem essas terras, que pelo menos paguem por elas”, afirma Sergio.

Cota
Apesar da pressão de autoridades do Brasil e Paraguai, o governo federal ainda não se pronunciou sobre reforma da decisão que reduz a cota terrestre de compras no País vizinho. “Somos a favor da manutenção da cota em US$ 300 e também da criação das lojas francas”, diz o prefeito Fabian Vendruscolo. O presidente da Copagril, Ricardo Chapla, apresentou números de investimentos da cooperativa nos últimos cinco anos no município, que já chegam aos 39 milhões e que em mais dois anos e meio atingirão os R$ 88 milhões. Entretanto, afirmou Chapla, diante da instabilidade criada pelas invasões indígenas, empresas começam a ficar temerosas de seguir investindo nessa região.

Incentivos
Apesar das dificuldades, os empresários seguem inovando ao lado de setores públicos. É o que ocorre em Santa Helena, onde prefeitura e associação comercial criaram um programa de fortalecimento do setor produtivo. As informações foram dadas pelo prefeito Jucerlei Sotoriva e pelo presidente da Acisa, Gilson Altmeyer. Por meio do Investe Santa Helena, há aporte de R$ 500 mil da prefeitura para o pagamento dos juros de empréstimos que empresas fizerem na Caixa Econômica Federal ou cooperativas parceiras.
Em 37 dias, 88 contratos foram assinados, com valor médio cada de R$ 19,1 mil. Até agora, a soma injetada na economia local chega a R$ 1,68 milhão, para os fins mais diversos: da compra de veículos a melhorias na estrutura e na fachada de lojas. Pela parceria, a empresa paga o capital e a prefeitura os juros. Os R$ 500 mil de aporte se transformam, com limite de R$ 20 mil por contrato, a R$ 2,5 milhões. “Essa é mais uma solução desenvolvida por pessoas que querem contribuir para fazer do Brasil, apesar dos seus problemas, um país pautado no trabalho e na produção”.

Outros
Durante a reunião, líderes de Pato Bragado assinaram termo para implantação do seu Conselho de Desenvolvimento Econômico. Os empresários também foram informados de mudanças com a Nota Fiscal Eletrônica do Consumidor, assunto apresentado pelo auditor fiscal Vanderlei Pontes, e sobre o lançamento do 3º Congresso Caciopar, feito pelo vice-presidente da coordenadoria, Leoveraldo Curtarelli de Oliveira. A reunião também abriu espaço para a apresentação de serviços de parceiros da entidade - CDI, Supera Entidades e Coopercard.

Fonte: Crédito: Assessoria

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