Presidentes de algumas das principais entidades de classe e de apoio ao setor produtivo do Estado participaram, na tarde desta quinta-feira, do segundo painel da XXV Convenção Anual da FACIAP, que reúne cerca de mil empresários de todas as regiões do Paraná no Recanto Cataratas Thermas, Resort & Convention, em Foz do Iguaçu. O presidente da mesa foi o presidente do Conselho Deliberativo da Federação, Rainer Zielasko.
O diretor Administrativo e Financeiro do Sebrae-Paraná, José Gava Neto, foi o primeiro a expor ações e projetos do Serviço de Apoio à Micro e à Pequena Empresa. São 27 unidades e mais de 600 pontos de atendimento em todo o Brasil. O foco central dos trabalhos da organização são micros e pequenas empresas, que respondem por 98% das dez milhões de pessoas jurídicas formalmente constituídas no País, dessas, cerca de 550 mil no Paraná.
A atuação do Sebrae tem por missão criar meios de estimular e de elevar critérios ligados à gestão, à competitividade e à sustentabilidade nas empresas. Os valores da instituição, segundo Gava, são ética, responsabilidade, inovação, excelência e ousadia. Em parceria com outras entidades, a exemplo de associações comerciais, o Serviço mantém 160 salas do empreendedor e 35 pontos de atendimento em praticamente todo o Estado.
Gava falou também sobre o planejamento estratégico do Sebrae-Paraná até o ano de 2022. Ele dá atenção a seis áreas principais: ambiente de negócios, educação empreendedora, liderança, empresas de alto potencial e potencialização, startups e empreendedorismo e gestão. Somente em inovação e tecnologia em 2015, por meio do Sebraetec, cerca de R$ 30 milhões foram investidos no Paraná.
Aval
Uma das modalidades de suporte a empresas em expansão no Estado são as garantidoras de crédito. O presidente do Sicoob Unicoob, Jefferson Nogaroli, informou que o aval é importante para facilitar acesso ao crédito a empresas que, com base em um bom planejamento, querem crescer, gerar novas oportunidades e contribuir para o fortalecimento econômico e social de suas comunidades. Informou também sobre um dos projetos da cooperativa de criar, em parceria com o BID, um banco de fomento. A proposta é de emprestar recursos com as melhores taxas e condições do mercado aos empreendedores.
Constituído em 1961 pelos governos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo-Sul é um aliado da produção, disse durante painel na Convenção da FACIAP o diretor Orlando Pessuti. Em parceria com governo Beto Richa, o BRDE criou o Sistema Paranaense de Fomento, que oferece suporte especial a programas e a linhas de fomento. As principais são o Programa Paraná Competitivo, o Fundo de Desenvolvimento Econômico, o Fundo de Aval Rural, o Fundo de Equalização de Microcrédito, o Fundo Estadual de Desenvolvimento Urbano e o Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas.
Pessuti disse que o BRDE libera recursos para projetos do agronegócio, indústria, comércio, serviços e também infraestrutura. Atualmente, 89% dos municípios do Estado contam com os serviços do banco. O acumulado da instituição no Paraná é de 34 mil contratos com a liberação de cerca de R$ 16 bilhões, desses, R$ 6,3 bilhões apenas nos últimos quatro anos.
O painel abriu espaço também para o presidente Ardisson Naim Akel falar da Jucepar, a Junta Comercial do Paraná. A origem dela data de 124 anos atrás, por meio de uma ação da ACP – Associação Comercial do Paraná que criou uma entidade de registro de empresas para dar mais segurança jurídica a esses negócios.
Modernização
Um dos desafios da Jucepar na gestão do governo de Beto Richa é modernizar e tornar a Junta ainda mais ágil e dinâmica. Hoje, são 63 municípios com unidades (66) escritórios e outros três serão inaugurados em dezembro – Guaratuba, Matinhos e Ibaiti. Akel informou que o Brasil está mal no ranking mundial de tempo necessário para a abertura de uma empresa, com a média de 101 dias. O Paraná, com a atualização da Jucepar e com parcerias de outros órgãos, além da digitação de parte dos procedimentos, reduz esse prazo para cerca de uma semana.
O projeto Empresa Fácil foi constituído em dezembro de 2014, em Londrina, e agora, um ano depois, contempla 201 municípios. A simplificação dos processos traz inúmeros benefícios, como redução de custos e menos burocracia. Houve avanços também para baixar empresas, o que pode ser feito em apenas 48 horas. O presidente da Jucepar deu uma boa notícia durante o painel: de janeiro a outubro, o Paraná confirmou a abertura de 40 mil novas empresas, dos mais diversos portes e ramos.
Sistêmico
Atuar de forma sistêmica para aumentar a riqueza do cidadão por metro quadrado. Esse é um dos compromissos da Fomento Paraná, afirmou o presidente Juraci Barbosa Sobrinho. Em apenas quatro anos e meio do Governo Beto Richa, R$ 655 milhões foram liberados a investimentos e a ações para fortalecer o setor produtivo.
As taxas e os prazos estão entre os menores do mercado e os procedimentos para a liberação de recursos são simples, afirmou Juraci. Ele ressaltou também que a Fomento Paraná tem parcerias, entre outras com a Caixa Econômica Federal e com o Finep, que liberam recursos para o incremento da produção e à geração de empregos.
Fonte: Crédito: Assessoria Faciap