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No seu melhor momento, Ferroeste mira o futuro

terça, 25 de junho de 2019

Caciopar

A Ferroeste chega aos seus 25 anos melhor do que nunca. Em apenas quatro três meses, a empresa bateu dois recordes históricos, de faturamento e de movimentação de cargas. Convidado para falar sobre o futuro da estrada de ferro em reunião da Caciopar, o presidente André Luís Gonçalves foi direto e objetivo: “Não tem segredo nenhum. Tem muito trabalho, empenho e planejamento”, afirmou sobre os números que a empresa registrou nos primeiros meses deste ano.
A presença de André no encontro empresarial de Cafelândia atendeu a uma solicitação feita por moção apresentada pela Coordenadoria. Nela, a Caciopar reafirma seu apoio à Ferroeste, destaca o papel estratégico que ela tem e citou a necessidade de investimento em novos ramais, para dar ainda mais impulso ao transporte de cargas pelo modal ferroviário. “Essa é uma obra que orgulha a região e que pode contribuir ainda mais para o processo de desenvolvimento do Oeste e do Paraná”, diz o presidente da Coordenadoria, Alci Rotta Júnior.
André recuperou aspectos da história da Ferroeste e lembrou que ela é uma sociedade de economia mista fundada em março de 1988 controlada pelo governo estadual. A capacidade de transporte do trecho de 248,6 quilômetros, entre Cascavel e Guarapuava, é de cinco milhões de toneladas por ano. Ela atua com exportação e importação de mercadorias com apoio dos portos de Paranaguá e São Francisco (SC) e conta atualmente com 14 locomotivas e 424 vagões.
Os principais produtos transportados são soja, milho, contêineres refrigerados, cimento e fertilizantes. O terminal ferroviário, às margens da BR-277 na saída para Curitiba, tem área de 1,6 milhão de metros quadrados e lá estão instaladas 17 empresas dos mais diversos segmentos. A Ferroeste é uma concessão federal com 90 anos de duração – ainda restam 60 anos para o fim do contrato. André Gonçalves disse que ajustes têm sido feitos para que os resultados sejam cada vez melhores e garantiu que a estrutura conta com todo apoio do governo de Ratinho Júnior.
 
Limitações
O desempenho histórico da Ferroeste não émaior principalmente devido às limitações estruturais de antigas ferrovias com as quais ela se conecta no Centro-Sul e Sul do Estado. Na serra, os trechos usados foram construídos há quase 150 anos. A capacidade de transporte da malha é de nove milhões de toneladas e somente 0,5% da produção total do Oeste segue ao litoral de trem. 
Os trabalhos para a expansão da ferrovia seguem em duas frentes. Uma delas está na atualização do projeto entre Cascavel e Foz do Iguaçu e outra no percurso entre Dourados (MS) e o litoral do Paraná. Nos dois casos, conforme André Gonçalves, são investidos recursos do Estado, por meio do BID, na elaboração dos projetos. O trecho entre Cascavel e Foz está previsto para 120 quilômetros, enquanto que o novo traçado entre Mato Grosso do Sul e Porto de Paranaguá terá mil quilômetros. A etapa de projetos tem colaboração da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.
 
Bioceânico
Um dos projetos divulgados como estratégicos pelo governador Ratinho Júnior é a ligação, por modal ferroviário, dos oceanos Atlântico e Pacífico. O corredor bioceânico vai integrar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. “O desafio é criar um hub logístico para a América do Sul, com benefícios diretos e imprescindíveis para toda a região”, conforme o presidente da Ferroeste. Caso a construção da superferrovia aconteça, então o Brasil encurtará em cerca de oito mil quilômetros a distância de seus produtos para um mercado consumidor formado por três bilhões de pessoas – Ásia.
O corredor tem o apoio de líderes políticos e autoridades do setor produtivo dos quatro países. O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, classifica essa como a obra do século, que promoverá imensas transformações no mapa da produção e do desenvolvimento dos países sul-americanos. E o Paraná não quer ser apenas parceiro comercial da China, quer que o capital chinês ajude a tirar a grande ferrovia do papel. Em recente reunião de Ratinho Júnior com o embaixador Yang Wanming ficou claro o interesse de grupos chineses de investir em obras de infraestrutura no Brasil, e o corredor bioceânico desperta atenções.
 
 
Crédito: Assessoria
 

Fonte: Caciopar

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