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Oeste em Desenvolvimento

quarta, 09 de dezembro de 2015

Oeste em Desenvolvimento discute mercado livre de energia

A migração para o mercado livre de energia pode reduzir a conta de luz de cooperativas agroindustriais, fábricas de móveis e cerâmicas do Oeste do Paraná em até 20%.

Detalhes de como funciona o sistema – a transição do modelo regulado (das companhias) para o livre – foram apresentados na última quinta-feira (3), pelo engenheiro eletricista Rafael Hentz.

A palestra, realizada na sede do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Foz do Iguaçu, foi organizada pelo Grupo de Trabalho de Eficiência Energética do Programa Oeste em Desenvolvimento.

No mercado livre, é possível negociar e comprar eletricidade de qualquer produtora. “Nossa meta é incentivar o crescimento regional e deixar nossas empresas mais competitivas. Quanto mais puderem economizar, mais resultados positivos terão. A energia é a segunda grande despesa [das empresas]. Precisamos incentivar o uso consciente e, se possível, gerando riquezas”, afirmou Jaime Nascimento, secretário executivo do programa.

O engenheiro explicou que podem migrar do sistema regulado para o livre empresas com uma demanda de 500 KW mês e que participam de um grupo chamado de alta tensão. “No mercado livre é possível celebrar contratos bilaterais. A vantagem é poder negociar o preço e saber quanto vai pagar, independentemente de questões climáticas, por exemplo”, disse.

Compra e venda

Para o supervisor de engenharia da Frimesa, Wilson Almeida, a conta de luz onera em muito os produtos. “Já estávamos buscando formas de reduzir a conta de luz, agora, temos uma concreta”, disse. Somente a unidade de Medianeira (município a 55 quilômetros de Foz) chega a pagar cerca de R$ 5 milhões com a conta energia por mês.

Situação oposta é a da Granja Colombari, de São Miguel do Iguaçu (a 40 quilômetros de Foz). A propriedade produz 1,2 MW dia a partir de dejetos de animais. A quantidade é suficiente para atender toda a demanda da fazenda e a sobra é vendida para a Copel. “Hoje estamos ligados a Copel. Se pudermos negociar com outras empresas, com certeza teremos mais lucro e poderemos investir ainda mais no negócio”, disse Claudinei Almeida.
Fonte: Crédito: Assessoria de Imprensa

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